Estamos no Divisional Round – Pós-Jogo Wildcard

O Seattle Seahawks confirmou o favoritismo e derrotou o Philadelphia Eagles na disputa do wildcard da Conferência Nacional. As equipes se enfrentaram no último domingo, na Pensilvânia, e os visitantes se saíram melhor com vitória por 17 a 9; o suficiente para garantir vaga no Divisional Round.

Como já era previsível, não foi uma grande atuação dos Seahawks, e sim o suficiente para bater o muito desfalcado time dos Eagles. A situação ficou ainda mais trágica para os mandantes com a concussão do quarterback Carson Wentz ainda no 1º quarto. O camisa 11 não conseguiu voltar para campo e Josh McCown assumiu o posto pelo restante da partida.

(Foto: Reprodução/Seattle Seahawks)

Mesmo assim, a vitória não foi trivial. Seattle dependeu de ótimas atuações de Russell Wilson e DK Metcalf para assegurar a classificação. Ainda como ponto positivo, o pass rush voltou a se destacar e os Hawks conseguiram sete sacks, a melhor marca da equipe na temporada. O resto… o resto é o resto e nós vamos chegar lá depois.

Agora Seattle se prepara para encarar o Green Bay Packers, no próximo domingo, às 20h40 (Brasília), no Lambeau Field, pelas semifinais de conferência. O time de Aaron Rodgers terminou a temporada com a Seed 2 e descansou no fim de semana de wildcard. Se perder, fim da linha para equipe de Pete Carrol; se vencer, os Hawks disputam a final da NFC contra San Fracisco 49ers ou Minnesota Vikings. 

(Foto: Reprodução/NFL)

O de sempre
Quem acompanhou a temporada dos Seahawks com o mínimo de atenção, já sabia que, independente dos fatores, fácil fácil não iria ser. Independente de superioridade, Seattle não vem conseguindo se impor e dominar oponentes – o jeito são vitórias apertadas, de preferência por uma posse; e é claro que nos playoffs não seria diferente.

Pete Carroll e Brian Schottenheimer mostraram, mais uma vez, que não aprenderam nada com a derrota para o Dallas Cowboys no wildcard da última temporada. Mesmo com a 4ª opção de running back e um Marshawn Lynch longe do auge como armas, os Hawks continuaram insistindo em correr com a bola. O resultado foi medonho. 19 jardas em 17 tentativas. Wilson, com nove tentativas (praticamente todas em improvisos), acabou sendo o melhor corredor com 45 jardas. 

A fórmula você já conhece. Corrida frustrante pelo meio aqui, alí, e na 3ª descida rezar para Russell Wilson converter uma big play. E ele converteu. Várias. O QB terminou 18/30, para 325 jardas, um touchdown, QBR de 87,9 e rating de 108,3. 

Para não dizer que o camisa 3 fez as coisas sozinho, Wilson contou com um grande ajudante. DK Metcalf teve sua melhor partida com a camisa dos Seahawks, a mais prolífica de um recebedor novato na história dos playoffs. Foram sete recepções em nove targets, para 160 jardas (recorde) e um touchdown. A ascensão de Metcalf é incrível e o futuro para o WR de 22 anos parece brilhante.

Bom pass rush
No lado defensivo, Jadeveon Clowney jogou muito, mais uma vez no sacrifício. E muito nos dois sentidos. Tanto em quantidade, 83% dos snaps, quanto em qualidade. Foram cinco tackles, dois para perda de jardas e um sack. Além do que as estatísticas mostram, o camisa 90 foi importante incomodando o pocket a todo momento e atraindo marcação dupla, que invariavelmente deixou outros pass rushers, como Quinton Jefferson e Rasheem Green, com mais espaço. 

Green, Jefferson (2), KJ Wright, Bradley McDougald e o novato Cody Barton terminaram com sacks além de Clowney. 

Defesa dobrou mas não quebrou
Apesar de ceder apenas nove pontos, não dá para dizer que a defesa no geral teve uma atuação impecável. Levando em conta a qualidade do adversário, que acabou jogando com QB, RB e WR’s reservas, os Seahawks sofreram mais do que deveriam em certos momentos do jogo. Principalmente com o jogo terrestre. Miles Sanders, Boston Scott e o próprio McCown tiveram médias superiores a quatro jardas por carregadas, com 117 no total.

Mas um mérito é inegável. Por mais que a defesa tenha falhado durante as drives, não deixou os Eagles entrarem na end zone. Foram três viagens a red zone, com Seattle cedendo apenas um field goal e conquistando dois turnover on downs em tentativas de 4ª descida. 

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Seattle Seahawks (@seahawks) em

Por mais que os Eagles não sejam um bom parâmetro daqui para frente, essa característica da defesa dobrar, mas não quebrar, é muito importante nos playoffs. Forçar um field goal da red zone muitas vezes é o que decide um jogo como esses, onde a capacidade de execução normalmente garante o vencedor. 

Desastre da linha ofensiva
A linha ofensiva de Seattle já não é boa. Com três dos cinco titulares fora então, imagina. A dificuldade era iminente e o filme não foi diferente. Russell Wilson quase não teve proteção pelo meio, já que Fletcher Cox dominou completamente o center Joey Hunt. Jamarco Jones e George Fant também entraram na fogueira e não tiveram vida fácil contra a boa linha defensiva dos Eagles.

A OL basicamente fez um bom bloqueio o jogo inteiro em chamadas terrestres – para corrida de 11 jardas de Travis Holmer. No jogo aéreo, Wilson só foi sackado uma vez porque, já prevendo essa situação, se preocupou em escapar do pocket e jogar a bola fora rápido na iminência da pressão. No fim Seattle sobreviveu, mas não vai ser fácil em Green Bay contra Za’Darius Smith e companhia. A boa notícia é que Duane Brown e Mike Iupati tem chances de retornar. A ver. 

Muitas faltas
Por fim, outro destaque negativo da partida de domingo que precisa ser ajustado rapidamente foram as faltas. 11 para 114 jardas. Isso é obviamente muito (seis vezes mais do que Seattle conseguiu correndo com seus running backs), e atrapalhou uma série de campanhas ofensivas. Não tem como ganhar em Green Bay dando tanto tiro no pé. 

Deixe uma resposta