O último erro (agora é playoffs) – Pós-Jogo Semana 17

O Seattle Seahawks encerrou a temporada regular com nova derrota e sem o título da NFC Oeste. Em duelo contra o San Francisco 49ers, no CenturyLink Field, pelo Sunday Night Football, os visitantes se deram melhor e venceram por 26 a 21. Com o resultado, os Hawks terminaram o ano com recorde de 11-5 e a vaga de wildcard.

No próximo domingo, às 18h40 (Brasília), a equipe de Pete Carroll visita o Philadelphia Eagles, vencedor da NFC Leste, pela primeira rodada dos playoffs. Durante a temporada regular, os Seahawks enfrentaram o mesmo rival no Lincoln Financial Field e venceram por 17 a 9.

Pós-temporada, independente da dificuldade, é outro campeonato; e o que ficou para trás, ficou para trás. Não tem como carregar as derrotas, nem as vitórias adiante. Como o clichê diz, agora todos estão 0-0. Mas falando do que aconteceu no último domingo, são necessárias algumas pontuações. 

Além do título da divisão e mando de campo na pós-temporada (Seattle receberia o Minesotta Vikings caso vencesse), outras coisas estavam em jogo neste SNF. Mais do que tudo, era um teste. Um ótimo teste para os Seahawks contra seu maior rival, e contra uma equipe com condições reais de vencer a NFC. 

Seattle tem um elenco mais fraco que San Francisco, tem um corpo de técnicos que exploram menos o que tem em mãos, e para coroar, estava mais desfalcado. Vencer significaria mostrar que os trunfos da equipe poderiam superar a disparidade competitiva. Que, apesar dos problemas, ainda é possível sonhar com uma viagem ao Super Bowl.

O confronto trouxe uma notícia boa e uma notícia ruim. A boa é que, mesmo com todos os poréns, os Seahawks reagiram na partida; o ataque colocou a equipe em condições de ganhar no 2º tempo e a vitória ficou muito, mas muito próxima. Questão de centímetros na última jogada da partida. 

A parte ruim é que Seattle errou mais uma vez. E errou, mais uma vez, quem menos pode errar, quem deveria ser o ponto de equilíbrio e o catalisador das vitórias: o head coach e seus subordinados. Depois de 59 minutos de jogo, muita coisa boa e ruim aconteceu, erros, grandes acertos improváveis. O cenário é que você está na beira da end zone, sem espaço para falhas, mas o corpo técnico erra em uma tarefa simples e crucial. 

A narrativa do jogo foi, inevitavelmente, a volta de Marshawn Lynch da aposentadoria para uma última corrida com Seattle. As câmeras e o público estavam ansiosos para ver Beastmode em ação. E Pete Carroll, mais que ninguém, quis, talvez na busca de apagar pesadelos antigos, incumbir nas mãos do running back, a responsabilidade de correr com a bola na linha de uma jarda. 

 

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Mas Pete Carroll e seus subordinados erraram, a troca demorou muito, não deu tempo para fazer o huddle e o snap antes do relógio estourar. Falta. Seattle voltou para a linha de seis jardas e não conseguiu ganhar o jogo. 

Não é possível saber se os Hawks efetivamente ganhariam o jogo com a bola na linha de uma jarda, e também é possível argumentar que Seattle teve muitas chances dentro da redzone e não conseguiu converter. Mas, mesmo posto tudo isso, foi mais um jogo onde os técnicos pareceram ter atrapalhado, ter deixado o time mais longe da vitória ao invés de aproximá-lo. E sabendo que jogos de playoffs são decididos em detalhes e no sucesso, ou não, de grandes decisões, fica difícil ser otimista para janeiro.

(Foto: Reprodução/Seattle Seahawks)

Agora, pela última vez em 2019, vamos elencar alguns pontos dignos de nota da equipe:

Wilson mágico
Se Seattle tivesse conseguido a virada, o 2º tempo de Wilson teria entrado para a história da franquia. Zerado, contra uma das melhores defesas da NFL, com proteção ruim e quase sem jogo terrestre, o camisa 3 conseguiu reagir, conduzir três drives para touchdown e ficar a centímetros da vitória. 

Se existe alguma esperança para os playoffs, ela atende pelo nome de Russell Wilson

 

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4️⃣0️⃣0️⃣0️⃣ for @dangerusswilson . . . . His third-career 4,000-yard passing season is the most in franchise history.

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Metcalf conclui ótima temporada de novato
DK Metcalf encerrou seu 16º jogo com a camisa do Seattle Seahawks com 58 recepções, para 900 jardas e sete touchdowns, incluindo um neste domingo. O camisa 14 é uma realidade e foi o grande acerto dos Hawks no draft. Talvez a melhor notícia da temporada. Ansioso para ver até onde o novato pode chegar. 

Lynch vale a pena?
Marshawn Lynch é um dos maiores ídolos da história do Seattle Seahawks. A passagem de 2010 a 2015 foi icônica e um grande fator para a conquista do único Super Bowl da franquia. Todos amamos Beastmode. Mas posto isso, não vale a pena utilizá-lo em grande quantidade nos playoffs levando em conta a performance do domingo.

Claro, pode ser que o camisa 24 melhore, afinal de contas foram os primeiros snaps depois de muito tempo. Mas o fato é que o aproveitamento de Lynch foi ruim e a insistência em dar a bola para ele afetou Seattle no curso da partida. Foram 12 corridas para 34 jardas, média de 2,8 por snap e um touchdown. Homer, por outro lado, foi mais prolífico, com 62 jardas em dez corridas, e mais 30 jardas em recepção.

A insistência em erros na defesa
Não dá para entender porque Seattle insiste tanto em jogar com três linebackers na NFL de 2019. Não faz sentido. É claro que a unidade fica mais indefesa contra o passe e acaba virando um convite para os tight ends se esbaldarem. George Kittle fez a festa e outro fará amanhã se isso não for revisto. 

Também é chocante a diferença na cobertura da secundária com, e sem Quandre Diggs. O recém-chegado safety é de suma importância para o funcionamento mínimo dessa defesa. A parte boa é que ele deve ter condições de jogo para domingo. 

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