Dia de Jogo no CenturyLink Field

Há poucos dias, vocês puderam acompanhar um pouco da minha experiência em Seattle e Atlanta, quando fui assistir dois jogos do Seahawks no estádio. Foi a realização de um desejo muito grande que estava se construindo nos últimos anos.

Sou torcedor dos Seahawks desde 2013, ou seja, comecei com o pé quente ao ver o time campeão do SB 48 (obs: comecei a torcer durante a temporada, e não após o título haha). A influência para escolher o time de Seattle veio do meu irmão, que morou um ano no estado do Idaho, vizinho ao estado de Washington, e começou a acompanhar enquanto estava lá. Quando ele retornou ao Brasil me ajudou a entender o esporte e me passou o gosto pelo time. Daí em diante, a paixão cresceu a cada dia. O interesse pelo time, pela cidade e pela região só crescia e a vontade de conhecer tudo pessoalmente aumentava a cada temporada.

Imagem: Evandro Cavalcanti
Imagem: Evandro Cavalcanti

 

Foi então que comecei a me planejar para estar lá nesse ano. E gostaria de relatar um pouco como foi, para tentar trazer um pouco mais de conexão para nós aqui no Brasil e, quem sabe, ajudar/inspirar outras pessoas a irem também.

O primeiro passo foi escolher a data para comprar a passagem. Olhei o calendário, fiz uma prévia dos jogos e fui atrás das passagens. Junto com isso, foi analisando o meu roteiro de viagem. Eu também queria ir para Vancouver, para conhecer a região etc. Com as regras do eTA (liberação de entrada no Canadá sem necessidade de visto Canadense caso já tenha o Vista Norte Americano), eu precisava entrar pela primeira vez no Canadá via aérea. Então meu destino inicial foi Vancouver.

A primeira dica fica no período a escolher: O mês de outubro é baixa temporada na região. Próximo à Vancouver há muitas estações de esqui, porém, como ainda é o começo de Outono, todas estão nos preparativos para o Inverno, fazendo manutenções etc. Com isso, o preço da passagem ficou super viável e até mais barato se fosse direto para Seattle. Depois de ficar uns dias em Vancouver, peguei um ônibus para Seattle (empresa Bolt Bus. Tem trem também, mas é um pouco mais caro). São 4hrs de viagem, super tranquila.

Imagem: Evandro Cavalcanti
Imagem: Evandro Cavalcanti

Chegando na cidade, já sente um clima diferente. Não sei se é devido à fase do time, ou ao fato de estar no meio da temporada. Mas é muito comum ver as pessoas usando roupa, boné e cachecol do Seahawks. Pessoas de todas as idades, gêneros, classe social. Realmente as pessoas sentem orgulho do time. Isso é muito legal e me animou ainda mais.

Essa época do ano é muito chuvosa em Seattle (facilmente percebido quando jogamos em casa, quase sempre com chuva). Os dias que fiquei lá, o que mais teve garoa e chuvinha fraca. Não teve tempestade e nem chuva forte. O pessoal já é acostumado e tem sempre guarda chuva ou jaqueta adequada para se proteger. Mesmo com esse cenário, é possível ver as belezas naturais da cidade (apesar de ser muito mais bonito em dia de sol, de fato). Parques, baía, montanhas e lagos fazem parte da paisagem em Seattle. Além disso, senti um clima muito amistoso na cidade, pessoas receptivas e cidade segura.

Mas vamos a parte que interessa.

Imagem: Evandro Cavalcanti

O JOGO

Se durante a semana já é possível ver muita gente usando roupas do Seahawks, no dia do jogo é quase unânime.
Eu fiquei em um hostel que dava 1,5km do CenturyLink Field e foi para estádio a pé. No caminho era SÓ Seahawks por todos os lados. A grande maioria indo em direção ao estádio, mas mesmo quem não foi, estava se arrumando em restaurantes e bares.

Cheguei bem cedo para ver o aquecimento e tentar os autógrafos conforme as Lives que fizemos. O estádio abriu antes do que estava escrito no Site. Cheguei 10h40 (falava que abriria as 11h), mas já estava aberto e já tinha bastante motivação aos arredores. Poucas pessoas dentro do estádio ainda, mas as ruas já estavam cheias.

 

Imagem: Evandro Cavalcanti

Ao chegar, me posicionei na área do túnel do Seahawks. Mesmo o meu assento não sendo naquela área, não tem problema. É possível chegar lá. (Fato curioso: sem saber, eu estava exatamente no lugar da Mama Blue. A icônica torcedora de Seattle que vai ao estádio há mais de 40 anos. Sempre parece nas transmissões. Ela é Hall of Fammer). Mais de duas horas antes os jogadores já estão aquecendo. É um aquecimento meio individual ou por posições. Cada um sai e entra no vestiário conforme prefere. O próprio Wilson saiu e voltou para o campo umas duas vezes.

Imagem: Evandro Cavalcanti

Conforme vai tendo esse movimento de ida e volta, alguns param para dar atenção para a torcida e dar autógrafos. Os jogadores que mais deram atenção, foram os que não jogaram no dia. Natural. Os outros estavam concentrados e passaram rapidamente.

Imagem: Evandro Cavalcanti

Estava bem cheio de gente tentando os autógrafos. Muitas crianças, como era de se imaginar. E aí fica uma dica, o Russell sempre vai onde tem criança haha então é bom se posicionar perto delas. Mas claro, sem querer tirar vantagem delas hahaha.

Imagem: Seahawks

Uma hora antes do jogo eles vão para o vestiário e depois retornam com o uniforme completo. A partir daí, é foco total. Não dão mais atenção para a torcida. A produção começa a organizar a saída do túnel e as pessoas que compram o acesso ao gramado se posicionam na região. Daí fica difícil conseguir algo. Nesse momento aproveitei para ir comer e depois me posicionar no meu lugar.
O pré-jogo é um espetáculo e já emociona. A entrada dos jogadores, o momento de hastear a bandeira do 12th jogador, o hino. Tudo é feito com muita produção e torna o jogo ainda maior. Neste dia, a maioria dos jogadores entrou naquela correria e depois apresentaram a defesa titular um a um. E é claro que o Bobby Wagner foi o mais aclamado.

A pessoa que é responsável pela bandeira é sempre surpresa. Só quando a Jody Allen foi que todos sabiam, pois seria no dia que o Paul Allen ia entrar pro Seahawks Ring of Honor.

Ao iniciar o jogo, a emoção toma conta e tudo passa muito rápido. Infelizmente, nesse dia, ocorreu a derrota para os Ravens. Mas a torcida fez a sua parte. Durante as campanhas de ataque, ficava em silêncio. Já nas campanhas de defesa, barulho ensurdecedor. Em todos os Downs o barulho é altíssimo. Nos 3rds Downs então, mais alto ainda. Todo mundo de pé gritando e tentando atrapalhar o ataque adversário. Muito legal saber que isso pode ajudar a decidir o jogo. Visto que uma falta pode mudar a sequência do jogo.

Demora um pouco para conseguir ver de forma ‘’automática’’ sem as linhas de 1st down. Mas isso é o de menos. Todas as informações de game time, play time, qual descida está tem nos telões. Então com o tempo, já fica automático.

Sobre o jogo em si, acho que os posts de análises já falaram bastante e com certeza foram melhores do que quaisquer coisa que eu falar aqui.

Em resumo a sensação foi INCRÍVEL. Realmente me emocionei de estar lá, estádio lotado e torcendo pelo Seahawks. Com certeza voltarei mais vezes durante a vida. Recomendo demais para quem tiver a oportunidade de ir.

Imagem: Evandro Cavalcanti

Sobre o ingresso: Comprei online no StubHub. Com bastante antecedência. Tanto o StubHub quanto Ticketmaster tem ingressos seguros de pessoas que querem revender.
O valor vai depender da campanha do time e do jogo. Eu preferi comprar logo que confirmei a viagem, mesmo que depois pudesse haver redução se o time tivesse mal. Em Atlanta, por exemplo, paguei muito mais caro do que tinha disponível no dia do jogo. Porém, é o tipo de coisa que não tem como prever. Poderia estar bem mais caro. Então a minhas sugestão é comprar logo e esquecer isso.
Peguei no 3º Anel, linha de 40 jardas e dá pra ver muito bem. Mesmo sendo longe do campo.

Espero que tenham gostado da experiência que compartilhei. Para mim foi inesquecível e com certeza irei voltar para lá em algum momento.

Além disso, teremos um post sobre o Tour no CenturyLink Field. Fiquem ligados na página/site/Insta que em breve vem o depoimento com várias fotos.

Se alguém quiser saber mais, quiser dicas e sugestões. Nos procure pelo Messenger/Direct.

Um abraço a todos e #GoHawks

 

Evandro Cavalcanti é Engenheiro Químico pela Universidade Federal do Paraná, sendo colaborador e colunista do Pro Seahawks Brasil desde 2016.

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