Os desafios que Seattle enfrentará na próxima offseason

Enquanto dentro das quatro linhas Seattle continua vencendo, fora dos limites do campo de football, a franquia já deve ponderar sobre o caminho a seguir durante a próxima offseason. Duas das principais peças de pass-rush da equipe serão free agents e exigirão grande parte do salary cap da franquia.

Segundo o Spotrac e o OverTheCap, a franquia de Seattle terá entra U$75 a U$80M para trabalhar. Deste montante, Clowney e Reed exigirão juntos, aproximadamente U$40 a U$45 Milhões. Além dos dois, Seattle pode querer estender o contrato de Chris Carson, que estará em seu último ano de vigência, e pode render um contrato em torno de U$6 a U$8M por baixo, com tendência de ser maior. Com isso, a franquia despenderá boa parte do montante, com três peças muito importantes no desempenho da franquia.

Contabilizando os U$10M que geralmente ficam para Draft, IR e outras despesas eventuais, Seattle terá limpo, após tais renovações, em torno de U$15 a U$20M. A margem é consideravelmente boa, entretanto, a equipe obviamente deve se reforçar em alguns setores e acabar mexendo no contrato de alguns jogadores que estão caminhando para o final do contrato. Isso pode ser um fator limitante no poder de flexibilização do salary cap em 2020, ocasionando problemas caso necessário adicionar peças emergenciais por lesão.

Com esse enfraquecimento na flexibilização do cap, Seattle pode estar olhando para sua planilha salarial e observando qual ou quais nomes são mais propícios para serem cortados ou terem um reajuste salarial. Um dos nomes com maior tendência a receber um corte ou reajuste salarial é Justin Britt. O Center titular do Seattle Seahawks, vem em uma temporada de queda produtiva, sendo um dos vários problemas da deficiente linha ofensiva, que ano após ano tem dado dor de cabeça para a franquia. Além do fator campo, pesa contra o jogador o fato de estar no último ano de contrato e ter um “cap hit” de U$11.6M, destes U$8.7M são de salário base, que em caso de corte, retornarão imediatamente para o Cap de Seattle. Este montante, daria suficientemente poder de barganha e flexibilidade para Seattle trabalhar reforçando vários setores, muito além do que apenas pagar um Center que não corresponde à sua alta demanda salarial, e isso é um problema.

O grande fator que pesa em favor do jogador é sua sinergia com Wilson, uma das coisas mais importantes na sintonia de uma linha ofensiva com seu Quarterback. Wilson obviamente gosta do companheiro de longa data, mas a mudança que já ocorreu uma vez, pode acabar se repetindo, pelos fatores já mencionados. Seattle raramente faz movimentos como este, mas pode acabar sendo o caminho tomado por John Schneider e seu Front Office.

Outro jogador que pode acabar perdendo seu emprego pelos lados de Seattle, é Ed Dickson. Nesta última temporada que ainda se desenrola, o jogador está no Injury Reserve desde o início, tendo retorno previsto para as próximas semanas. O jogador que já tem 32 anos de idade e nunca foi conhecido por grande estrelato como alvo para seus QBs, tem contra ele ainda o fato de Seattle poder economizar U$3.4M em caso de corte. O grande fator que pode lhe ajudar a se manter na franquia é a incapacidade de Will Dissly ficar saudável durante uma temporada completa.

Seattle tem claramente hoje, problemas de pass-rush e uma incógnita na posição de Free Safety, além de incontáveis problemas na linha ofensiva o que pode acabar fazendo com que a franquia fique atenta às oportunidades de negócio para essas posições no próximo ano. Ziggy Ansah não deve ficar, bem como alguns outros veteranos que não têm correspondido dentro de campo e isso, forçará a equipe a se movimentar no draft e na free agency.

John Schneider tem a oportunidade de abrir espaço o suficiente para que tenha viabilidade de trazer nomes que causem impacto na offseason, restando apenas ao torcedor de Seattle esperar para ver se haverá realmente algum movimento do tipo por parte do front office da equipe que vê um janela cada vez menor de oportunidade para retornar ao Super Bowl.

 

 

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