O reencontro e a freguesia – Pós-jogo Semana 13

Pela 10ª vez consecutiva, o Seattle Seahawks venceu o San Francisco 49ers pelo clássico divisional. Desta vez, o triunfo foi por 43 a 16, no CenturyLink Field, no último domingo (2), pela semana 13 da temporada regular. Com a vitória, o time comandado por Pete Carroll chegou ao recorde de 7-5 no ano e, com ajuda de tropeço dos adversários, voltou à posição de wild card.

Derrotar os 49ers não foi novidade. Com a fragilidade da equipe californiana após diversos desfalques durante a temporada, incluindo o QB Jimmy Garoppolo, o time perdeu força e se apresentava como um rival fácil para os Seahawks. A grande história do dia, por outro lado, era o retorno do CB Richard Sherman a Seattle, para jogar pela primeira vez contra o time em que marcou história durante sete temporadas.

Como sempre, Sherman se apoiou em um discurso agressivo, contundente, auto-confiante e beirando o desdém quando questionado sobre seus adversários. As declarações não tão favoráveis a Russell Wilson durante o meio da semana traçavam um roteiro interessante para o primeiro duelo entre os ex-companheiros. San Francisco não iria ganhar, mas se o camisa 25 saísse do CLink com interceptações e deixasse um gostinho ruim misturado com saudade no torcedor de Seattle, Sherman iria.

Nada disso aconteceu. O jogo foi tão fácil devido a fragilidade dos 49ers e a incapacidade da equipe de evitar turnovers, que o duelo acabou perdendo o destaque. Ainda sem lançar um passe na cobertura de Sherman, Wilson já havia comandado os Seahawks para uma frente de 20 a 0.

O QB achou Jaron Brown livre na endzone para abrir o placar e depois conectou passe de 52 jardas para Tyler Lockett anotar o segundo TD da partida, seu nono na temporada (liderando a equipe na endzone e também em jardas recebidas, com 713).

Após dois turnovers a favor de Seattle, um fumble forçado e recuperado de forma espetacular pelo LB Bobby Wagner, e um fumble recuperado pelo DB Neiko Thorpe em retorno de punt, Wilson lançou seu terceiro TD na partida, sem muito esforço, desta vez para Doug Baldwin.

No kickoff do 2º tempo, Tyler Lockett fez seu melhor retorno da temporada, correndo 80 jardas e dando boa posição de campo para o RB Rashaad Penny, na jogada seguinte, levar a bola para a endzone e deixar o jogo 27 a 3. A escolha de primeira rodada fez mais um bom jogo, com 65 jardas em sete tentativas (média de 9,5 jardas por carregada) e um touchdown.

Após o primeiro TD dos 49ers, chegou a hora de Russell Wilson lançar na cobertura de Sherman. Em uma 2ª para 21, o QB conectou Baldwin e o WR fez um belo giro para cima do camisa 25. O CB perdeu o tackle e Seattle conquistou o first down. Longe dos melhores sonhos do ex-seahawk.

Na drive seguinte, mais um passe na direção de Sherman, desta vez na endzone. Em ótimo lançamento, Wilson bateu o CB e conectou Brown para seu segundo TD na partida, seu quinto na temporada.

Com a partida já definida, ainda deu tempo para Wagner interceptar o QB Nick Mullens e retornar para a pick six mais longa da história da franquia, 98 jardas.

 

Más notícias

O ponto negativo, e muito, da partida foi a saída do G D.J. Flucker da partida com uma lesão na parte posterior da coxa. Ainda não se sabe a seriedade do problema, mas Carroll adiantou na coletiva pós-jogo que é “significante”. Um dos principais motivos da melhora da linha ofensiva de Seattle, Flucker fará muita falta na proteção de Wilson e nos bloqueios para o jogo corrido caso não consiga mais voltar nesta temporada.

O RB Chris Carson também saiu de campo mas o caso não é grave. O atleta deslocou um dedo mas isso não deverá apresentar muitos problemas para o prosseguimento do ano.

Além das lesões, também é importante mencionar a partida ruim feita pela secundária de Seattle. Após boas atuações, o grupo teve desempenho abaixo do esperado ao ceder muitos passes em profundidade para Mullens, inclusive um TD de 75 em recepção e corrida do WR Dante Pettis. Mesmo com duas interceptações, o QB dos 49ers terminou com 400 jardas passadas, longe do ideal.

 

O que significa

O triunfo do domingo, auxiliado com as derrotas de Vikings, Panthers, Packers e Bears deixaram os Seahawks mais perto da pós-temporada. O caminho, porém, ainda é muito longo e passará invariavelmente pelo confronto direito da semana que vem, no MNF, contra Minnesota, no CenturyLink Field.

Já a batalha Wilson-Sherman não foi tão longe assim. O trash talk do CB ficou para os microfones. Para chegar ao campo, os 49ers ainda precisarão rodar muitos quilômetros até alcançar o “meio do caminho” Seahawks. Daqui duas semanas eles terão mais uma chance, no Levis Stadium, onde Seattle está invicto.

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